«Não tenhas receio; de futuro, serás pescador de homens.» «Porque Tu o dizes, lançarei as redes». É por indicação da graça celeste, por inspiração sobrenatural, que se deve lançar a rede da pregação. Senão é em vão que o pregador lança as linhas das suas palavras. A fé dos povos obtém-se, não através de discursos sabiamente compostos, mas pela graça da vocação divina. [...] Ó frutuosa humildade! Quando aqueles que até aí não tinham pescado nada confiam na palavra de Cristo, apanham uma multidão de peixes. [...] «Porque Tu o dizes, lançarei as redes». Cada vez que por mim próprio as lancei, quis guardar o que me pertencia. Fui eu que pesquei e não Tu, foram as minhas palavras e não as Tuas. Por isso não pesquei nada. Ou, se pesquei qualquer coisa, não foi peixe, mas rãs, prontas a espalhar lisonjas sobre mim. [...] «Porque Tu o dizes, lançarei as redes». Lançar a linha por ordem de Jesus é atribuir-Lhe tudo e não guardar nada para si mesmo: é viver em conformidade com o que se pesca. Nessa altura, apanhamos uma grande quantidade de peixes. Paz e Bem! ©Evangelizo.org 2001-2009
"A PALAVRA PARA VIVER"
Autor: Bruno Forte, Arcebispo de Rieti-Vasto
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Quando: 01/01/2007
A PALAVRA PARA VIVER
A oração de um Monge, intimo e assíduo na meditação das Escrituras, ajuda-nos a entrar na escuta da Palavra de Deus a partir do exemplo de Maria: «Nós te pedimos, Senhor, que nos faças conhecer aquele que amamos, pois nada procuramos fora de Ti. Tu és tudo para nós: a nossa vida, a nossa luz, a nossa salvação, o nosso alimento, a nossa bebida, o nosso Deus. Eu te suplico, ó Jesus, inspira os nossos corações com o sopro do teu Espírito e trespassa com teu amor nossas almas para que cada um de nós possa dizer com toda a verdade: faz-me conhecer aquele que minha alma ama; estou na verdade ferido por teu amor.
Oh Senhor como desejo que elas fiquem impressas em mim. Feliz a alma trespassada pela caridade! Ela procurará a nascente e aí beberá. Bebendo-a, sempre terá sede. Matando a sede, almejará ardentemente aquele de quem sempre tem sede, embora dele beba continuamente. Deste modo o amor é sede para a alma que sempre o procura com ânsia, é ferida que cura» (S. Columbano, Istruzione 13 su Cristo fonte de vita, 2-3, Opera, Dublino 1957, 118-120).
Só o amor abre ao conhecimento do Amado: «Podia compreender o sentido das palavras de Jesus, somente aquele que repousou sobre o peito de Jesus» (Origene, In Joannem 1,6:Pg 14,31). Apóia também tu a cabeça sobre o peito do Senhor, como o discípulo amado na Ultima Ceia (cf. Jo 13, 25) e escuta as Suas palavras, deixando que o Seu coração fale ao teu! È quanto peço a Deus para ti, enquanto «te confio ao Senhor e à Palavra da Sua graça que tem o poder de edificar e de te conceder a herança com todos os santos» (cf. Act 20,32). Ámen!
Bruno Forte, Arcebispo de Rieti-Vasto
[tradução de Mário Rui de Oliveira]
Fonte: http://o-bom-pastor.blogspot.com/2007_01_01_archive.html
DE QUE ADIANTA?
DE QUE ADIANTA?
O que existe de mais precioso que a vida? No entanto, poucos são os que dão conta disso; no mais das vezes ela não passa de objeto de manipulação para aqueles que só pensam em tirar vantagem material de tudo, mesmo que façam da vida um inferno para si e para os outros.
Para estes o que conta mesmo é a ânsia de possuir, ainda que tenha de destruir a vida natural ou dos semelhantes, contanto que atinjam a satisfação da própria vontade, não importando os meios para isto. O resultado é o desequilíbrio a que chegamos em nosso habitat natural, a ponto de vivermos os últimos dias de nosso planeta, que agonizante, pede socorro antes que atinja o caos total em todos os sentidos.
“Escutai, povos todos; atendei, todos vós que habitais a terra, humildes e poderosos, tanto ricos como pobres”. (Sl 48,2-3). “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vem a perder-se a si mesmo e se causa a sua própria ruína?” (Lc 9,25). “Nenhum homem a si mesmo pode salvar-se, nem pagar a Deus o seu resgate. Caríssimo é o preço da sua alma, jamais conseguirá prolongar indefinidamente a vida e escapar da morte, porque ele verá morrer o sábio, assim como o néscio e o insensato, deixando a outrem os seus bens”. (Sl 48,8-11).
“O túmulo será sua eterna morada, sua perpétua habitação, ainda que tenha dado a regiões inteiras o seu nome, pois não permanecerá o homem que vive na opulência: ele é semelhante ao gado que se abate. Este é o destino dos que estultamente em si confiam, tal é o fim dos que só vivem em delícias. Como um rebanho serão postos no lugar dos mortos; a morte é seu pastor e os justos dominarão sobre eles. Depressa desaparecerão suas figuras, a região dos mortos será sua morada”. (Sl 48,12-15).
O bem mais útil à vida é o amor de Deus, pois nele tudo se afirma e tudo cresce e tudo rejuvenesce a cada instante; portando, é no amor a Deus e entre nós que devemos alicerçar a casa de nossa existência, porque o amor não acaba nunca.
Paz e Bem!
Frei Fernando,OFMConv.
A EXPERIÊNCIA DO RESSUSCITADO (DA RESSURREIÇÃO)
A EXPERIÊNCIA DO RESSUSCITADO (DA RESSURREIÇÃO)
“Todos diziam: O Senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão. Eles (os discípulos de Emaús), por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão. Enquanto ainda falavam dessas coisas, Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: A paz esteja convosco!
Perturbados e espantados, pensaram estar vendo um espírito. Mas ele lhes disse: Por que estais perturbados, e por que essas dúvidas nos vossos corações? Vede minhas mãos e meus pés, sou eu mesmo; apalpai e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que tenho. E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés.
Mas, vacilando eles ainda e estando transportados de alegria, perguntou: Tendes aqui alguma coisa para comer? Então ofereceram-lhe um pedaço de peixe assado. Ele tomou e comeu à vista deles. Depois lhes disse: Isto é o que vos dizia quando ainda estava convosco: era necessário que se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos profetas e nos Salmos.
Abriu-lhes então o espírito, para que compreendessem as Escrituras, dizendo: Assim é que está escrito, e assim era necessário que Cristo padecesse, mas que ressurgisse dos mortos ao terceiro dia. E que em seu nome se pregasse a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois as testemunhas de tudo isso.”. (Lc 24,34-48).
Fazer a experiência do ressuscitado é fazer a experiência da ressurreição com Ele. De Abraão até Jesus, os homens viveram a realidade da fé na esperança de sua vinda, agora, porém, vivemos a esperança da Plenitude do Reino de Deus inaugurado por Ele na Ressurreição; então tudo é novo, totalmente novo, eis que fazemos parte da Nova Criação, porque em Jesus não existe mais a morte, mas somente a Vida Eterna, por isso, todo aquele que Nele crê, tem a Vida Eterna.
Não viver a dimensão de ressuscitado com Cristo, é permanecer inda na morte sem esperança alguma; sem qualquer novidade ou expectativa de vida. A humanidade precisa despertar desse sono letárgico que a mantém presa ao pecado e à morte. Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e nos liberta de todo mal; resgata as nossas almas para o Reino dos Céus e nos faz participantes da Natureza Divina, que tem como Atributo a imortalidade.
Quem não se une ao Senhor neste mundo, vive ainda na perdição deste mundo. Quem não o ama de todo coração, permanece no ódio satânico que tem feito tanto mal à criação.
“Oito dias depois, estavam os seus discípulos outra vez no mesmo lugar e Tomé com eles. Estando trancadas as portas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse: A paz esteja convosco! Depois disse a Tomé: Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé. Respondeu-lhe Tomé: Meu Senhor e meu Deus!
Disse-lhe Jesus: Creste, porque me viste. Felizes aqueles que crêem sem ter visto!” (Jo 20,26-29).
Paz e Bem!
<a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/"><img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-sa/2.5/br/88x31.png" /></a><br /><span xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" href="http://purl.org/dc/dcmitype/Text" property="dc:title" rel="dc:type">FREI FERNANDO, VIDA, FÉ E POESIA</span> by <a xmlns:cc="http://creativecommons.org/ns#" href="www.freifernando.net" property="cc:attributionName" rel="cc:attributionURL">Frei Fernando,OFMConv.</a> is licensed under a <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/">Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License</a>.
BENTO XVI EXPLICA COMO SÃO PAULO ENTENDE A JUSTIFICAÇÃO
BENTO XVI EXPLICA COMO SÃO PAULO ENTENDE A JUSTIFICAÇÃO
Queridos irmãos e irmãs:
No caminho que estamos percorrendo sob a guia de São Paulo, queremos agora deter-nos em um tema que está no centro das controversas do século da Reforma: a questão da justificação. Como um homem chega a ser justo aos olhos de Deus? Quando Paulo encontrou o ressuscitado no caminho de Damasco, era um homem realizado: irrepreensível quanto à justiça derivada da Lei (cf. Fil 3, 6), superava muitos de seus conterrâneos na observância das prescrições mosaicas e era zeloso em conservar as tradições de seus pais (cf. Gál 1, 14).
A iluminação de Damasco mudou radicalmente sua existência: começou a considerar todos os seus méritos, conquistas de uma carreira religiosa integríssima, como «lixo» frente à sublimidade do conhecimento de Jesus Cristo (cf. Flp 3, 8). A Carta aos Filipenses nos oferece um testemunho comovente da passagem de Paulo de uma justiça fundada na Lei e conseguida com a observância das obras prescritas a uma justiça baseada na fé em Cristo: havia compreendido que o que até agora lhe havia parecido um lucro, na verdade frente a Deus era uma perda, e havia decidido por isso apostar toda sua existência em Jesus Cristo (cf. Flp 3, 7). O tesouro escondido no campo e a pérola preciosa, em cuja posse investe todo o mais, já não eram as obras da Lei, mas Jesus Cristo, seu Senhor.
A relação entre Paulo e o Ressuscitado chegou a ser tão profunda que o impulsionou a afirmar que Cristo não era somente sua vida, mas seu viver, até tal ponto que, para poder alcançá-lo, inclusive a morte era um lucro (cf. Flp 1, 21). Não é que ele desprezasse a vida, mas que havia compreendido que para ele o viver já não tinha outro objetivo e, portanto, já não tinha outro desejo que alcançar Cristo, como em uma competição atlética, para estar sempre com Ele: o Ressuscitado se havia convertido no princípio e no fim da sua existência, no motivo e na meta da sua corrida.
Só a preocupação pelo crescimento na fé daqueles aos que havia evangelizado e a solicitude por todas as Igrejas que havia fundado (cf. 2 Cor 11, 28) o induziam a desacelerar a corrida rumo ao seu único Senhor, para esperar os discípulos, para que pudessem correr com ele. Se na anterior observância da Lei não tinha nada que reprovar-se desde o ponto de vista da integridade moral, uma vez alcançado por Cristo, preferia não julgar a si mesmo (cf. 1 Cor 4, 3-4), mas se limitava a correr para conquistar Aquele por quem havia sido conquistado (cf. Flp 3, 12).
Por causa desta experiência pessoal da relação com Jesus, Paulo coloca no centro de seu Evangelho uma irreduzível oposição entre dois percursos alternativos para a justiça: um construído sobre as obras da Lei, o outro fundado sobre a graça da fé em Cristo. A alternativa entre a justiça pelas obras da Lei e a justiça pela fé em Cristo se converte assim em um dos temas dominantes de suas cartas: «Nós, judeus de nascença, e não pecadores dentre os pagãos, sabemos, contudo, que ninguém se justifica pela prática da lei, mas somente pela fé em Jesus Cristo. Também nós cremos em Jesus Cristo, e tiramos assim a nossa justificação da fé em Cristo, e não pela prática da lei. Pois, pela prática da lei, nenhum homem será justificado» (Gál 2, 15-16).
E ele reafirma aos cristãos de Roma que «com efeito, todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus), e são justificados gratuitamente por sua graça; tal é a obra da redenção, realizada em Jesus Cristo» (Rm 3, 23-24). E acrescenta: «Pensemos que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da Lei» (ibid 28). Lutero traduziu esta passagem como «justificados só pela fé». Voltarei sobre isto ao final da catequese. Antes devemos esclarecer o que é esta «Lei» da qual fomos liberados e o que são essas «obras da Lei» que não justificam.
A opinião – que se repetirá na história – segundo a qual se tratava da lei moral, e que a liberdade cristã consistia, portanto, na libertação da ética, já existia na comunidade de Corinto. Assim, em Corinto circulava a palavra «panta mou estin» (tudo me é lícito). É óbvio que esta interpretação é errônea: a liberdade cristã não é libertinagem, a libertação da qual São Paulo fala não é libertar-se de fazer o bem.
Mas o que significa, portanto, a Lei da qual fomos libertos e o que não salva? Para São Paulo, como para todos os seus contemporâneos, a palavra Lei significava a Torá em sua totalidade, ou seja, os cinco livros de Moisés. A Torá implicava, na interpretação farisaica, que Paulo havia estudado e feito sua, um conjunto de comportamentos que iam desde o núcleo ético até as observâncias rituais e culturais que determinavam substancialmente a identidade do homem justo. Particularmente a circuncisão, a observância do alimento puro e geralmente a pureza ritual, as regras sobre a observância do sábado, etc., comportamentos que aparecem com freqüência nos debates entre Jesus e seus contemporâneos.
Todas estas observâncias que expressam uma identidade social, cultural e religiosa, haviam chegado a ser singularmente importantes no tempo da cultura helenística, começando desde o século III a.C. Esta cultura, que se havia convertido na cultura universal de então, era uma cultura aparentemente racional, uma cultura politeísta aparentemente tolerante, que exercia uma forte pressão de uniformidade cultural e ameaçava assim a identidade de Israel, que estava politicamente obrigado a entrar nesta identidade comum da cultura helenística com a conseguinte perda de sua própria identidade, perdendo assim também a preciosa herança da fé de seus pais, a fé no único Deus e nas promessas de Deus.
Contra esta pressão cultural, que ameaçava não só a identidade israelense, mas também à fé no único Deus e em suas promessas, era necessário criar um muro de diferenciação, um escudo de defesa que protegesse a preciosa herança da fé; este muro consistia precisamente nas observâncias e prescrições judaicas. Paulo, que havia aprendido estas observâncias precisamente em sua função defensiva do dom de Deus, da herança da fé em um único Deus, via esta identidade ameaçada pela liberdade dos cristãos: por isso os perseguia.
No momento de seu encontro com o Ressuscitado, ele entendeu que com a ressurreição de Cristo a situação havia mudado radicalmente. Com Cristo, o Deus de Israel, o único Deus verdadeiro se convertia no Deus de todos os povos. O muro – assim diz a Carta aos Efésios – entre Israel e os pagãos já não era necessário: é Cristo quem nos protege contra o politeísmo e todos os seus desvios; é Cristo quem nos une com e no único Deus; é Cristo quem garante nossa verdadeira identidade na diversidade das culturas, é Ele o que nos torna justos. Ser justo quer dizer simplesmente estar com Cristo e em Cristo. E isso basta. Já não são necessárias outras observâncias.
Por isso a expressão «solo fide» de Lutero é certa se não se opõe à fé, à caridade, ao amor. A fé é olhar para Cristo, confiar-se a Cristo, unir-se a Cristo, conformar-se com Cristo, com a sua vida. E a forma, a vida de Cristo, é o amor; portanto, crer é conformar-se com Cristo e entrar em seu amor. Por isso São Paulo, na Carta aos Gálatas, na qual, sobretudo desenvolveu sua doutrina sobre a justificação, fala da fé que age por meio da caridade (cf. Gál 5, 14).
Paulo sabe que no duplo amor a Deus e ao próximo está presente e cumprida toda a Lei. Assim, na comunhão com Cristo, na fé que cria a caridade, toda a Lei se realiza. Somos justos quando entramos em comunhão com Cristo, que é amor. O Evangelho da solenidade de Cristo Rei, é o Evangelho do juiz cujo único critério é o amor. O que pede é só isso: tu me visitaste quando estava enfermo? Quando estava na prisão? Tu me deste de comer quando tinha fome, ou me vestiste quando estava nu? E, assim, a justiça se decide na caridade.
Portanto, ao término deste Evangelho, podemos dizer: só amor, só caridade. Mas não há contradição entre este Evangelho e São Paulo. É a mesma visão, segundo a qual a comunhão com Cristo, a fé em Cristo cria a caridade. E a caridade é a realização da comunhão com Cristo. Assim, se estamos unidos a Ele somos justos, e não há outra forma.
No final, podemos só rezar ao Senhor para que nos ajude a crer. Crer realmente; crer se converte, assim, em vida, unidade com Cristo, transformação de nossa vida. E transformados pelo seu amor, pelo amor a Deus e ao próximo, podemos ser realmente justos aos olhos de Deus.
Permalink: http://www.zenit.org/article-20107?l=portuguese
[Tradução: Élison Santos. Revisão: Aline Banchieri
© Copyright 2008 - Libreria Editrice Vaticana]
FÉ E CONVERSÃO
FÉ E CONVERSÃO
Jesus começou sua vida pública anunciando: “Convertei-vos e crede no Evangelho porque o Reino de Deus está próximo”. Para o Filho de Deus, converter-se é fazer parte do Reino de Deus, é comungar com a Sua Vontade eterna e realizar na vida tudo o que é do seu agrado.
Em outras palavras, converter-se “é tomar posse daquilo que se é”, ou seja, “imagem e semelhança de Deus” numa entrega total a Ele que nos salva e nos leva à condição da filiação divina. Pois, nossa conversão é profundamente necessária para que possamos experimentar a graça santificante do Senhor que nos torna filhos e filhas muitos amados.
Discorrendo sobre isto S. Paulo escreve: “Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito”. (Rm 12,1-2).
Porque, quem somos agora? Na realidade sem a graça de Deus não somos nada, porque mesmo existindo naturalmente somos destinados a morrer Indubitavelmente, isto é, sem escapatória alguma. A nossa condição de mortalidade revela a nossa fragilidade e a necessidade de buscarmos aquilo que nos faz perenes e isso só é possível mediante a fé. “Porque, sem fé é impossível agradar a Deus, pois para se achegar a ele é necessário que se creia primeiro que ele existe e que recompensa os que o procuram”. (Heb 11,6).
Então, qual é mesmo a vontade de Deus para nós? Deus quer que sejamos santos e santas e enquanto não atingimos essa santidade, querida por Deus, precisamos de conversão, isto é, da transformação de nossa vida para voltarmos ao eu original, ou seja, ao estado de graça perfeito, à comunhão plena com “o autor e consumador de nossa fé”.
Eis o que escreve São João àqueles que são convertidos: “Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu. Caríssimos, desde agora somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser. Sabemos que, quando isto se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porquanto o veremos como ele é. E todo aquele que nele tem esta esperança torna-se puro, como ele é puro”. (1Jo 3,1-3).
Portanto, “A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê”. (Heb 11,1). E a conversão é a tomada de posse da vida eterna, que Deus dispõe a nosso favor desde toda eternidade, como herança imperecível que nos cabe, por aqui vivermos segundo sua vontade.
Paz e Bem!
FÉ E SABEDORIA
“Mas vós, Deus nosso, sois benfazejo e verdadeiro, vós sois paciente e tudo governais com misericórdia; com efeito, mesmo se pecamos, somos vossos, porque conhecemos vosso poder; mas não pecaremos, cientes de que somos considerados como vossos. Porque conhecer-vos é a perfeita justiça, e conhecer vosso poder é a raiz da imortalidade”.
“A glória do homem é Deus; mas quem se beneficia das obras de Deus e de toda a sua sabedoria e poder é o homem. Se o homem acolhe sem orgulho nem presunção, a verdadeira glória que procede das criaturas e de Deus todo poderoso que dá a tudo existência, e se permanece em seu amor, na obediência e na ação de graças, receberá dela uma glória ainda maior, progredindo sempre mais, até se tornar semelhante àquele que morreu por nós”. Porque a fé é o começo da justiça e a obediência é o princípio da sabedoria.
Portanto, é vontade de Deus que O amemos, conheçamos e permaneçamos firmes na caminhada que nos levará a vida eterna, trilhando o caminho de Sua Palavra, confirmada, ensinada e vivida plenamente por Jesus; pois Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Paz e Bem!
FREI FERNANDO,OFMCONV.
A EXEMPLO DO FILHO DE DEUS
A EXEMPLO DO FILHO DE DEUS
A alma disciplinada sabe sempre o que Deus quer e faz prontamente tudo o que lhe agrada. Ora, essa disciplina nasce da vigilância e da constância do ouvir a Deus antes da tomada de qualquer decisão.
Normalmente a primeira reação diante dos acontecimentos que vem até nós é humana, ou seja, recusar o que nos é proposto como missão, mas logo que nos dispomos a ouvir o Senhor em nosso coração, começamos a ponderar melhor o que é do seu agrado para assim decidirmos corretamente, de acordo com o seu querer.
Nas tomadas de decisões, Jesus, se recolhia em oração para ouvir o Pai e depois realizar sua missão de Filho obediente: “De mim mesmo não posso fazer coisa alguma. Julgo como ouço; e o meu julgamento é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou”. ( Jo 5,30)
Seguir esse exemplo do Filho de Deus é cooperar com o Seu Reino de amor e pôr-se generosamente em suas mãos para amá-lo e servi-lo de todo coração.
Paz e Bem!
“SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME”
“Santo, santo, santo é o Senhor Deus do universo! A terra inteira proclama a sua glória!”
(Is 6,3).
“Depois de nos ter posto na presença de Deus, nosso Pai, para adorá-lo, amá-lo e bendizê-lo, o Espírito filial faz subir de nossos corações sete pedidos, sete bênçãos. Os três primeiros nos atraem para a Glória do Pai; os quatros últimos, como caminhos para Ele, oferecem nossa miséria à sua Graça. “Um abismo grita a outro abismo” (Sl 42,8).
A primeira série de pedidos nos leva em direção a Ele, para Ele: vosso Nome, vosso Reino, vossa Vontade! É próprio do amor pensar primeiro naquele que amamos. Em cada um destes três pedidos não nos mencionamos, mas o que se apodera de nós é “o desejo ardente”, “a angústia” até, do Filho bem-amado para a Glória de seu Pai. “Seja santificado... Venha... Seja feita...”: essa três súplicas já foram atendidas pelo Sacrifício do Cristo Salvador, mas se elevam doravante, na esperança, para seu cumprimento final, enquanto Deus ainda não é tudo em todos”. (CIC).
“Santificado seja o vosso nome”, é um fato que nos liga diretamente a Deus por meio do nosso batismo; é no batismo que nos tornamos filhas e filhos prediletos do Senhor e por esse motivo temos a obrigação moral de santificar o nome de Deus que está em cada um de nós. O reino de Deus é um reino de santos, pois a santidade é um atributo divino porque é próprio de Deus ser Santo; por isso, não temos outra missão aqui na terra a não ser a de nos santificarmos pelas graças recebidas do Senhor de nossas vidas. Vejamos o que São Paulo escreveu a esse respeito: Na água do Batismo fomos “lavados, santificados, justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus” (1Cor 6,11).
Ainda na Carta aos Éfésios: “Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda benção espiritual em Cristo, e no escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos. No seu amor, nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre vontade, para fazer resplandecer a sua maravilhosa graça, que nos foi concedida por ele no Bem Amado. Nesse Filho, pelo seu sangue, temos a redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça que derramou profusamente sobre nós, em torrentes de sabedoria e prudência”. (Ef 1,3-8).
“Durante toda nossa vida, nosso Pai ´nos chama à santidade` (1Ts 4,7). E, já que é ´por ele que vós sois em Cristo Jesus, que se tornou para nós santificação` (1Cor 1,30), contribui para a sua Glória e para nossa vida o fato de seu nome ser santificado em nós e por nós. Essa é a urgência de nosso primeiro pedido”. (CIC).
“Quem poderia santificar a Deus, já que é Ele mesmo quem santifica? Mas, inspirando-nos nesta palavra: ´Sede santos porque eu sou Santo` (Lv 11,44), nós pedimos que, santificados pelo Batismo, perseveremos naquilo que começamos a ser. E pedimo-lo todos os dias, porque cometemos faltas todos os dias e devemos purificar-nos de nosso pecados por uma santificação retomada sem cessar... Recorremos, portanto, à oração para que esta santidade permaneça em nós”. (São Cipriano).
Senhor Pai Santo, Justo, Misericordioso e Bom tende piedade de nós pecadores e lavai as nossas culpas com o Sangue de vosso Filho Jesus Cristo e mantenhais em nós a vossa santidade eterna. Amém! Assim seja!
Paz e Bem!
Frei Fernando, OFMConv.
“SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME”
“Santo, santo, santo é o Senhor Deus do universo! A terra inteira proclama a sua glória!”
(Is 6,3).
“Depois de nos ter posto na presença de Deus, nosso Pai, para adorá-lo, amá-lo e bendizê-lo, o Espírito filial faz subir de nossos corações sete pedidos, sete bênçãos. Os três primeiros nos atraem para a Glória do Pai; os quatros últimos, como caminhos para Ele, oferecem nossa miséria à sua Graça. “Um abismo grita a outro abismo” (Sl 42,8).
A primeira série de pedidos nos leva em direção a Ele, para Ele: vosso Nome, vosso Reino, vossa Vontade! É próprio do amor pensar primeiro naquele que amamos. Em cada um destes três pedidos não nos mencionamos, mas o que se apodera de nós é “o desejo ardente”, “a angústia” até, do Filho bem-amado para a Glória de seu Pai. “Seja santificado... Venha... Seja feita...”: essa três súplicas já foram atendidas pelo Sacrifício do Cristo Salvador, mas se elevam doravante, na esperança, para seu cumprimento final, enquanto Deus ainda não é tudo em todos”. (CIC).
“Santificado seja o vosso nome”, é um fato que nos liga diretamente a Deus por meio do nosso batismo; é no batismo que nos tornamos filhas e filhos prediletos do Senhor e por esse motivo temos a obrigação moral de santificar o nome de Deus que está em cada um de nós. O reino de Deus é um reino de santos, pois a santidade é um atributo divino porque é próprio de Deus ser Santo; por isso, não temos outra missão aqui na terra a não ser a de nos santificarmos pelas graças recebidas do Senhor de nossas vidas. Vejamos o que São Paulo escreveu a esse respeito: Na água do Batismo fomos “lavados, santificados, justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus” (1Cor 6,11).
Ainda na Carta aos Éfésios: “Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda benção espiritual em Cristo, e no escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos. No seu amor, nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre vontade, para fazer resplandecer a sua maravilhosa graça, que nos foi concedida por ele no Bem Amado. Nesse Filho, pelo seu sangue, temos a redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça que derramou profusamente sobre nós, em torrentes de sabedoria e prudência”. (Ef 1,3-8).
“Durante toda nossa vida, nosso Pai ´nos chama à santidade` (1Ts 4,7). E, já que é ´por ele que vós sois em Cristo Jesus, que se tornou para nós santificação` (1Cor 1,30), contribui para a sua Glória e para nossa vida o fato de seu nome ser santificado em nós e por nós. Essa é a urgência de nosso primeiro pedido”. (CIC).
“Quem poderia santificar a Deus, já que é Ele mesmo quem santifica? Mas, inspirando-nos nesta palavra: ´Sede santos porque eu sou Santo` (Lv 11,44), nós pedimos que, santificados pelo Batismo, perseveremos naquilo que começamos a ser. E pedimo-lo todos os dias, porque cometemos faltas todos os dias e devemos purificar-nos de nosso pecados por uma santificação retomada sem cessar... Recorremos, portanto, à oração para que esta santidade permaneça em nós”. (São Cipriano).
Senhor Pai Santo, Justo, Misericordioso e Bom tende piedade de nós pecadores e lavai as nossas culpas com o Sangue de vosso Filho Jesus Cristo e mantenhais em nós a vossa santidade eterna. Amém! Assim seja!
Paz e Bem!
Frei Fernando, OFMConv.
“PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU”
“Porquanto não recebeste um espírito de escravidão, para viverdes ainda no temor, mas recebestes o espírito de adoção pelo qual clamamos: Aba! Pai! (Rm 8,15)”.
Jesus Cristo o Filho de Deus vivo nos ensinou que o nosso Deus não é um Deus desconhecido, mas um Pai extremamente Bom do qual podemos nos aproximar sem medo. Ele nos ensina também que somos pertença desse Pai e por isso ousamos com toda segurança chamá-lo como tal. Essa assertiva do Senhor levou São Pedro Crisólogo afirmar: “A consciência que temos de nossa situação de escravos nos faria desaparecer debaixo da terra, nossa condição terrestre se reduziria a pó, se a autoridade de nosso Pai e o Espírito de seu Filho não nos levasse a clamar: “Abba, Pai!” Quando ousaria a fraqueza humana de um mortal chamar a Deus seu Pai, senão apenas quando o íntimo do homem é animado pela força do alto?”
“Esta força do Espírito que nos introduz na Oração do Senhor traduz-se nas liturgias do Oriente e do Ocidente pela bela expressão tipicamente cristã: “parrhesia” , simplicidade sem rodeios, confiança filial, jovial segurança, audácia humilde, certeza de ser amado”. (CIC). No momento que abro meu coração, minha vida e todo o meu ser para chamar a Deus de Pai como Jesus nos revelou, o faço com a convicção de que não só estou sendo ouvido, mas também atendido em minha ousadia filial e ainda mais participo da comunhão dos eleitos, da família Sagrada do Autor de toda criação. Com isso também experimento no mais íntimo do meu ser que não estou só, que nasci para a glória, para a verdadeira felicidade e que minha estadia neste mundo é apenas um ato temporal provido do testemunho desta comunhão com o meu Pai que me fez para o eterno.
Quando digo: “Pai nosso”, sinto que tenho uma multidão de irmãos e isso me faz ver que pertenço a Família de Deus, terrena e celeste, onde Deus é nosso Pai, Maria nossa mãe, Jesus o Primogênito e o Espírito Santo é o amor que nos torna UM, com os anjos e santos e com todos os homens e mulheres redimidos.
Quando digo: “Que estás no céu”, não me refiro a um lugar no espaço, “mas a majestade de Deus e sua presença no coração dos justos”. Santa Tereza dizia: “Onde Deus está ai está o céu”. Logo, o Céu é a eternidade dos filhos e filhas de Deus em Deus. É a Casa do Pai, verdadeira pátria dos eleitos e eleitas do Senhor. Como disse Jesus: “O Reino de Deus já está no meio de vós”. Alegremo-nos e exultemos irmãos e irmãs, a eternidade já foi inaugurada por Jesus em nossa vida, por isso, tudo o que fizermos o façamos para a maior glória de Deus que nos faz participantes do seu eterno Amor. Quais filhos pródigos deixemo-nos abraçar e beijar pela ternura do Pai de nossa salvação a fim de que vivamos na herança eterna que está reservada para todos aqueles que perseverarem no caminho da justiça e do seguimento de Nosso Senhor e Salvador, Jesus de Nazaré.
Rezar o “Pai e nosso que estás no céu” é permanecer em sintonia com a vontade de Deus, é assimilar seu plano para a nossa vida, é depositarmos Nele tudo o que somos e vivemos, é deixarmos que o seu Espírito nos conduza pelo Caminho que é Cristo Jesus, anunciando a Verdade libertadora de Sua redenção, acolhendo a Vida eterna prometida. Assim seja! Vem, Senhor Jesus!
Paz e Bem!
Frei Fernando, OFMConv.
A PÁSCOA
A Páscoa do Senhor é a mais feliz passagem que um ser humano pôde fazer nessa nossa história natural. Em todas as outras ninguém teve, por si mesmo, uma esperança mais segura, a não ser a esperança das promessas, porque somente Cristo é a resposta para todos os porquês de nossa contingência.
A Ressurreição é a realidade eterna onde apoiamos nossa vida temporal na certeza de que mesmo condenados nesse vale de lágrimas, alimentamos a convicção de que em Cristo Jesus, somos eternos; mergulhamos neste Mistério de Amor para sempre, experimentando a delícia de sermos resgatados pelo próprio Filho de Deus.
Então, temos milhões de motivos para darmos glória a Deus pelo seu beneplácito amor para conosco; somos verdadeiramente prediletos porque amados até a última gota do Sangue de Jesus, Seu Filho amado; é verdade que ainda somos imaturos na fé, fragilizados por nossas inclinações para as fraquezas de nossa vontade própria, contudo, jamais prevalecerá o pecado porque a misericórdia do Senhor ultrapassa em tudo a finitude de nossa miséria.
Paz e Bem!
VIVENDO O MILAGRE (Jo. 6,1-15)
O ser humano, por sua limitação e dependência da criação, tem necessidades que precisam ser supridas; e Deus, na sua infinita misericórdia, é Aquele que supre tudo o que necessitamos para viver; fora de Deus não há satisfação permanente, mas somente algum tipo de satisfação momentânea, daí o ser cogente (necessário) viver da fé, como está escrito: “O justo vive da fé”. Por isso, a vida é um milagre em todos os sentidos e só Deus com o seu poder criador-redentor salva os que nele confiam porque liberam esse poder por meio da fé que cultivam.
Viver o milagre é desprover-se de todo interesse mesquinho e fugaz, é viver a acepção plena da pertença, ou seja, ser de Deus “com Cristo por Cristo e em Cristo”; é ser o homem espiritual a que São Paulo se refere, isto é, o homem conduzido pelo Espírito Santo de Deus, “que julga todas as coisas e não é julgado por ninguém”. (1Cor. 2,15).
É aquele que percebe o verdadeiro sentido das coisas, pois vê a essência delas pela graça de Deus. Crê é ser aquilo que acreditamos; e assim, de fato, viveremos o milagre da existência experimentando em nós mesmos e na criação a presença e a ação direta de Cristo Jesus. Amém! Assim seja!
Paz e Bem!
“FELIZ O HOMEM QUE SUPORTA A TENTAÇÃO”
O que é tentação?
É aquilo que não temos, mas desejamos...
Porque, de certa forma, chegou aos nossos sentidos...
E que nos é oferecido como armadilha para aguçar nossas fraquezas...
Primeiro concebemos no querer mais íntimo, mas ainda não possuímos;
depois, fantasiamos, pela louca da casa, a imaginação...
E por fim, nos iludimos envolvidos pelos instintos em polvorosa ebulição...
E assim, em nome do prazer imediato, que nada preenche de fato,
somos enganados... e frustrados, pelo gozo que se esvai, perdemos a paz...
O fogo da paixão queima a mais sólida formação...
E se não estivermos alicerçados na rocha da vida, Jesus...
E se não formos discípulos amados carregando a nossa cruz...
Nos deixamos ludibriar pelas ciladas da carne que nos invade,
tirando a nossa responsabilidade, nossa atenção...
E com isso, damos evasão aos mais pervertidos sentimentos,
nascidos da malícia do consentimento,
Entorpecido por perdidas alucinações...
O resultado da queda é o desgoverno interior;
É a falta de amor...de auto-estima...
É a sina de sofrer as dores do pecado,
que consiste no prazer fugaz,
deixando um rastro de vazio existencial...
É a falta de disciplina...
É a confusão sentimental...
É o desperdício da vida e do tempo e do poder de decidir...
É a falta de alento...
É o descontrole total...
É o não devir...
E então Senhor, como vencer a tentação?
Só é possível pela penitência e oração...
Pela vivência das virtudes eternas:
bondade, humildade, fidelidade, amor, compaixão;
piedade, verdade, honestidade, paz, perdão;
simplicidade, fraternidade, solidariedade, alegria, união;
justiça, misericórdia, santidade...
=vida eterna, salvação.
“Feliz o homem que suporta a tentação.
Porque, depois de sofrer a provação,
receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam”. (Tg 1,12).
A VERDADEIRA LIBERDADE
Justo é o nosso Criador por nos ter dado a vida e todas as condições para ela ser sempre vida; também nos deu o conhecimento de sua Vontade a respeito do sentido eterno da vida. Ninguém poderá negar a liberdade que tem de agir para o bem ou para o mal; assim, todos somos responsáveis pelos nossos atos, porque nada fazemos sem que antes passe pelo crivo de nossa consciência.
A verdadeira liberdade consiste em viver bem e fazer o bem devido a si mesmo e a todas as criaturas; ora, essa regra universal é inata, porque posta por Deus em nós suas criaturas e por isso, toda vez que a contrariamos deixamos de ser livres e nos tornamos escravos do mal que praticamos.
Não podemos, como Adão, o primeiro homem, nos esconder no pecado e vivermos desligados de nosso Deus e Pai, porque certamente perderemos o sentido da vida e não saberemos porque estamos vivendo; é triste viver a vida sem o seu sentido eterno; ou somos filhos e filhas de Deus a caminho da eternidade ou nada somos, haja vista que em nossa naturalidade a morte é o fim de tudo, especialmente para quem morre sem a esperança da ressurreição, da vida eterna. Então, amar é viver é ser aquilo que Deus quer.
Disse-lhe Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá. Crês nisto?” (Jo 11,25-26)
Paz e Bem!